Em 23 de novembro de 2023, participei da sessão de abertura da II Jornada Internacional de Poesia Visual (JIPV), que, dessa vez, estava associada ao III Simpósio Caminhos Contemporâneos da Semiótica Visual. Para mim, que participei da I JIPV como comunicador, foi uma honra receber o convite para abordar a “poesia neoconcreta” na abertura de um evento acadêmico significativo para a poesia brasileira.
A sessão aconteceu no Instituto de Letras da UFF, no Campus Gragoatá, e foi transmitida pelas redes sociais. Apresentei ao lado da professora Regina de Souza Gomes, da UFRJ, que abordou a poesia digital no Brasil. Também participaram das mesas nessa sessão Juliana Di Fiori Pondian (UFF), que também organiza a JIPV, Gustavo de Castro (UNESP), Luiz Guilherme Vergara (UFF) e Lucia Teixeira (UFF/UERJ).
Propus uma intervenção que retomou a análise que faço sobre o momento inicial do movimento neoconcreto, no artigo escrito a partir da comunicação a I JIPV: “Teoria da poesia neoconcreta nas trajetórias de Lygia Pape e Ferreira Gullar”. Além disso, desenvolvi uma breve leitura de poemas visuais e livros-poemas de Lygia Pape expostos ou publicados entre 1957 e 1959, no intuito de inserir a sua obra na série da poesia experimental brasileira.
A intervenção que propus, intitulada “Poesia neoconcreta na vertigem do movimento”, inicia na posição 1h45min do vídeo, dura menos de 30min e é seguida de debate com a professora Regina. Desejo colaborar para as formas de leitura da poesia experimental no Brasil, considerando, nessa intervenção, a disputa pelos termos “poesia concreta” e “poesia neoconcreta” e os poemas de Lygia Pape como matéria histórica e estética dessa poesia.