Ferreira Gullar foi compositor de diversas canções. Poemas seus foram musicados depois de publicados em livro, ou compôs letras que, depois, se encontraram com melodias.
Em meados de 2020, enquanto me dedicava a ler os arquivos do Jornal do Brasil entre 1956 e 1961, à procura dos poemas, artigos e crônicas de Gullar que reconstituíssem a ideia de uma poesia neoconcreta, me distraí com as letras do poeta.
Foi a trilha sonora de uma pesquisa.
Assim, baseado nas referências preparadas por Antônio Carlos Secchin para o livro Poesia Completa, Teatro e Prosa, publicado em 2008 reunindo parte da obra do poeta maranhense, compus a playlist Ferreira Gullar: Outras vozes na plataforma Spotify.
O resultado é uma lista com 16 das 24 canções, mais ou menos em ordem cronológica de registro, entre as composições enumeradas na edição de 2008 e constantes no acervo da plataforma.
Algumas canções, cujas letras não foram publicadas nos livros de poemas, estão em diálogo com o cancioneiro brasileiro, como é o caso de “Borbulhas de amor”, sucesso na voz de Fagner, enquanto outras revelam aspectos dos poemas pela interpretação que recebem, como é o caso de “Poema obsceno”, transformado em samba por Moacyr Luz.
Ferreira Gullar escreveu, durante sua trajetória, 13 letras para canções. As demais canções, entre as 24 enumeradas em 2008, são poemas que foram musicados. Em 2015, a Rádio Batuta publicou uma seleção de 10 canções com letras de Gullar, feita por Joaquim Ferreira dos Santos (As canções de Ferreira Gullar). Depois, em 2017, o professor Leonardo Davino comentou em seu blog a publicação do livro Cancioneiro, organizado também por Antônio Carlos Secchin, que reuniu as 13 letras do poeta.
Seguindo o padrão de referências de documentos sonoros nos termos da ABNT (NBR 6023:2018), propus a seguinte referenciação para a playlist que preparei:
