
Depois de enviar uma resenha do livro Minha casa é onde estou, de Igiaba Scego, para meus alunos da segunda série do ensino médio, propus uma oficina literária que pode interessar a professores de Linguagens e Ciências Humanas em geral, pois relaciona Geografia e História, mais diretamente, e Literatura, Línguas Estrangeiras Modernas, Sociologia e Filosofia, mais indiretamente. A proposta foi publicada no site do projeto Conexão Escolas, da TV Escola, e se intitula “Escrever a cidade sem sair de casa”. Começa assim:
Quando professores leem literatura não costumam se colocar no lugar dos escritores. A tarefa de ler, ainda mais quando associada ao trabalho, envolve interpretação, que muitos entendem como desvendar sentidos implícitos do livro. Porém, mesmo não sendo escritores, é possível que a gente, professoras e professores, se desloque um pouco e possa se ver como leitores brincantes, ou seja, leitores que podem escrever. Quando, ainda mais, conseguimos levar para a sala de aula esse universo de brincadeiras que o escrever proporciona, temos a oportunidade de conhecer os estudantes como sujeitos, com suas memórias, seus medos e desejos. Foi o que pensei quando li Minha casa é onde estou, da escritora italiana Igiaba Scego.