Augusto de Campos
Augusto de Campos

Há quem diga que eu não sei de nada, que ele não sabe de nada e que eles não sabem de nada. Há quem diga que o poeta se repete, há quem diga que o poeta é um gênio. Quanto a mim, fico só lendo e olhando, procurando num poema como o de Augusto de Campos, sua nova homenagem a Mallarmé, escutar como o meu olho, sem saber ler, topa com um NEO poema que, se BEM LER, escapa à leitura daquele que o lê ao vivo, letra a letra. Ao pé da letra, ali, à escuta, ninguém é contemporâneo de poema algum, que só se lê depois de ter sido lido, como poema algum se faz antes de ter sido feito. Que o espaço minguante do poema em forma de tornado tenha levado cada escritor em oficina ao olho do furacão e tenha podido legar rabiscos caligráficos para a memória de um dia na escola em cinco de agosto de dois mil e quinze, às treze horas, na sala de espelhos.

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Paulo Santana
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Síntique Vital
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Alexandre Magalhães
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Gabriela Almeida
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Júlia Moura
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Mariana Freitas