Agora foi uma série de fait divers que constituem dois poemas do livro de Rodrigo Garcia Lopes, o Experiências extraordinárias, que organizou a produção da oficina de hoje, e a imaginação dos escritores marcou os nomes próprios dos outros artistas com a mancha perversa da banalidade fabricada por uma manchete de revista de fofoca. O gozo de saber-se conhecedor da vida & obra de alguns desses artistas compete, aqui, com o mal estar tão facilmente produzido por uma ou duas frases que inutilmente representam a banalidade da vida de qualquer um. No fim, sendo Mario de Andrade gay ou não, discreto ou não, assumido ou não, sendo Mario de Andrade Mario de Andrade ou não, é algo além do nome próprio Mario de Andrade o que, algum dia, pulsou num corpo e emitiu, em obras, sinais de existência. Sendo o Brasil homofóbico, e é, é bom que Mario de Andrade, póstumo, se assuma, assim como é bom que nudes de Chiquinha Gonzaga, a surdez de John Cage, a higiene do bigode de Leminski, a vida íntima de Banksy etc. venham à tona, antes tarde do que nunca, que é pra isso que serve, também, ficção: para destruir o nunca.










